segunda-feira, 10 de agosto de 2020

O ambiente Costeiro

 by Lucas

O Ambiente Costeiro

De forma geral, as características do ambiente costeiro mais relevantes se dão pelo fato de sua extrema dinâmica e suas diversas reações às alterações do meio físico. As atividades humanas também são capazes de causar essas interações, a exemplo de construções portuárias, que se caracterizam por serem obras rígidas e que aceleram o processo de erosão costeira. Vale também ressaltar que as praias mudam sua forma e o local, logo, precisam de espaço para seguir seu fluxo natural. Atividades humanas que avançam demais sobre o ambiente costeiro são responsáveis pela retenção ou perda de sedimentos daquele local.

Erosão como Problema

De acordo com os estudos de Souza et al. (2015, p.140) a erosão é vista de forma negativa quando torna-se um problema severo e permanente ao longo de toda a praia ou em determinado trecho dela, ameaçando assim, áreas de interesse ecológico e socioeconômico.

É importante frisar que a erosão, em condições normais, não faz desaparecer os sedimentos, logo, se algum trecho de linha de costa experimenta erosão, os sedimentos erodidos serão transportados para trechos adjacentes, que assim, devem experimentar programação ou recuperação de processos erosivos anteriores.

Erosão Costeira na Paraíba

Sobre a situação costa paraibana é importante destacar que parte da costa já se encontra ameaçada de erosão, uma vez que o setor que a Paraíba se encontra é caracterizado por ter uma tendência de longo prazo à erosão. Esse fato pode ser evidenciado a partir dos trabalhos de Dominguez & Bittencourt (1996), onde explicam que a quase ausência de terraços marinhos do Holoceno e do Pleistoceno é apontada como principal evidência para esta tendência.

Características Físicas

Levando em consideração a Geomorfologia Costeira, Dominguez et al (2016) subdividiu a costa paraibana em três compartimentos:

Compartimento I - Numerosas as formações recifais franjantes, Paleo-falésias da Formação Barreiras, grandes voçorocas causadas por erosão fluvial e salientes na linha de costa pela disponibilidade de sedimentos.

Compartimento II – Os depósitos Quaternários com maior expressividade, não há presença de falésias ativas, As construções recifais e os arenitos de praia favoreceram o desenvolvimento de mega-salientes, como em Lucena, Cabedelo e Ponta do Hotel Tambaú.

Compartimento III – A linha de costa nessa área apresenta uma geometria mais retilínea, as construções recifais estão ausentes com exceção da entrada da baía da Traição, formação de alguns salientes, como na baía da Traição e em Coqueirinho e falésias que se tornam ativas em alguns trechos.

Continua

 


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